Muito se repete que as pessoas se preocupam demais em deixar um mundo melhor para os filhos e se esquecem de deixar filhos melhores para o mundo. Provavelmente, não é o seu caso. Não deveria ser o de nenhuma mãe ou nenhum pai. Afinal, quem construirá uma sociedade melhor se não aqueles que a compõem? E, em um futuro nem tão distante, serão justamente as nossas crianças esses construtores. Para que cumpram bem a função, cabe a nós ensinar a elas princípios como responsabilidade, capacidade de se colocar no lugar dos outros e autonomia. A missão exige uma aliança ampla e irrestrita.

Há frases e palavras de grandes estudiosos da Educação como por exemplo Piaget, que parecem estar esgotadas de tanto serem usadas. Uma dessas frases é: “respeitar o aluno de acordo com o seu nível e ritmo de desenvolvimento.” No entanto, como tornar a frase verdadeira se, em grande parte das escolas brasileiras, os alunos continuam em salas de aula lotadas, com trinta, quarenta e até mais alunos, em carteiras enfileiradas e o professor à frente, “ensinando” conteúdos, na pressuposição de que todos vão entender ao mesmo tempo. Isso nunca aconteceu!

Já recebi muitas mães e pais em nossa escola, buscando vaga para seu filho, porque não se adaptou na outra, segundo os pais, muito conteudista. Ouvi também país e mães, dizendo o filho (s) ser ansioso (a), com déficit de atenção, hiperativo e até com possível diagnóstico de autismo. 

Segundo o dicionário, limitar é? Determinar os limites de; demarcar, reduzir a determinadas proporções; fixar; estipular; designar; não passar de; etc.

Hoje em dia, segundo a Dra. Tânia Zagury, dar limites é:
• Ensinar que os direitos são iguais para todos;
• Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;
• Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros;

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