Síndrome da hiperatividade e déficit de atenção

Muitas são as características das crianças com a síndrome da hiperatividade e déficit de atenção. Em geral, essas crianças são: impulsivas, não retém a atenção e, a agitação é presença constante. Não conseguem realizar todas as tarefas escolares, perdem coisas, têm baixa tolerância a frustrações, correm, sobem em lugares perigosos, são precipitadas, falam excessivamente, não conseguindo manter diálogos pois, interrompem o outro constantemente, etc.

Há situações que fazem a criança parecer ter a síndrome, mas nem sempre é. Às vezes ela só tem o déficit de atenção. E, o que é a atenção? É a aplicação cuidadosa da mente a alguma coisa. Existe certo grau de diferença no desenvolvimento da atenção entre os dois hemisférios cerebrais. O lado direito é responsável pelo nível mais alto da atenção, onde se formam mais sinapses, que se fundem para despertar a atenção. Para que a atenção se desenvolva é necessário a integração dos sistemas sensorial e motor – funcionamento integrado entre os hemisférios direito e esquerdo.

Existem indivíduos que têm a atenção, chamada seletiva. Isso acontece freqüentemente com crianças na idade escolar. O que se pode fazer? Arremetê-los de alguma forma, ao estado de vigilância – estado de alerta.

Quando uma criança diz que “deu branco” na hora da prova é porque a Memória de Curto Prazo, pode estar comprometida ou não funcionando muito bem. Dessa forma, o registro daquilo que é necessário (conteúdo escolar, por exemplo) não foi bem sedimentado. Se a memória de curto prazo não estiver funcionando bem, não vamos guardar as informações recebidas, pois ela é fugaz.

A Drª Ana Maria Low alertou também sobre a importância de um diagnóstico bem feito. Esse não pode ser “fechado” apenas pelos resultados de exames, como por exemplo o P300 ou o Mapeamento Cerebral. Há que se analisar todo um contexto, ligado a experiências anteriores e não desprezar a origem genética do paciente.

Outra informação importante é que, nem todo indivíduo necessita tomar remédio controlado, devido à síndrome. Mas, uma vez medicado é necessário um acompanhamento pois, alguns podem apresentar reações diferentes. No entanto, não há perigo de “dependência” ao medicamento. “Tudo que se toma hoje, é eliminado hoje”.

Há pesquisas internacionais, mostrando que também não há riscos de indivíduos buscarem outras drogas por causa do uso de medicamentos específicos para essa síndrome. A pesquisa revelou que nos indivíduos que usaram o medicamento específico, o índice de procura por outras drogas foi menor.

Segundo a Drª Ana, crianças com TDAH, em geral, necessitam de acompanhamento escolar e, não raras vezes, do apoio psicológico. As famílias e a escola precisam de auxílio também, no sentido de aprenderem a lidar com elas.

Como sugestão, deixo aqui o nome de um livro que poderá esclarecer muitos pontos da questão: “Mentes inquietas” – Ana Beatriz B. Silva – Ed. Gente.

Consuelo Carvalho
Diretora Geral
Especialista em Educação
(resumo da palestra)


Consuelo Carvalho de Araújo - Pedagoga especialista em educação
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