Salve, salve senhora adolescência

De repente o(a) garotinho(a) cresceu! Não é mais um(a) “menino(a)”. É um(a) adolescente. Não só o físico mas, o comportamento também mudou. Tornou-se o contestador! “Papai não sabe nada, mamãe é uma chata, uma quadrada, ultrapassada que só sabe implicar!”

Muitos pais se assustam com as mudanças. Alguns pedem socorro, outros encaram a questão com naturalidade e outros tantos, por não reconhecerem as mudanças, “batem de frente” com os filhos. É um período trabalhoso, desgastante mas que exige a maior atenção possível. Sabemos que em nome da auto-afirmação alguns adolescentes tornam-se verdadeiros algozes de seus pais. Respondem mal, não querem dar satisfações de seus atos, se rebelam a todo e qualquer não, querem sair para as “baladas” sem hora para voltar, pouco (ou quase nada) estudam, não cumprem com suas obrigações escolares, tornam-se agressivos com os irmãos mais novos e, querem mudar até os hábitos mais comuns como a forma de se vestir e falar ( usam gírias e mais gírias, não é “véi”?)...

É um período de grandes mudanças internas e externas e de muitos conflitos. Mudanças hormonais acontecem e eles não têm a capacidade para administrá-las. Com a sensibilidade “à flor da pele” demonstram, muitas vezes, total irreverência e imediatismo. Ah! E aquela onipotência... como lidar com tantos poderes?!! E, se alguém chama-lhes a atenção, é por “pura injustiça”, estão sendo perseguidos, ninguém os compreende!

Este período de transição precisa ser marcado por um tempo de “semi-independência” que varia de acordo com os valores das famílias e os limites por elas estabelecidos.

As famílias estruturadas, com valores positivos e limites sólidos, em geral passam por este período com mais tranqüilidade e sem grandes confrontos. É importante que os pais não tenham medo das comparações – “a mãe ou o pai do meu colega é que é legal!” Sustentem os valores nos quais acreditam, sempre! Deixem claro e com autoridade, que a última palavra é de vocês, pais! Ao contrário do que muitos pensam, este limite não os afastará da família, pelo contrário, dará ao adolescente a segurança que necessita, para enfrentar as pressões durante toda a vida.

Valorizem o hábito de ESTUDAR, afinal ESTUDAR é a conquista de uma PROMOÇÃO: A PROMOÇÃO DO CONHECIMENTO!

Exijam que lhes prestem contas do que fazem na escola, na vizinhança, com os amigos... esse “exigir” deve ter a conotação de “cuidado”. Porque amar o(a) filho(a) é, acima de tudo, CUIDAR! Dar-lhe suporte para o seu pleno desenvolvimento – físico e sócio-emocional. E lembrem-se: CRI-ANÇAS se transformam em magníficos ADOLESCENTES. Mas, CRI-ONÇAS se tornam em infelizes ABORRESCENTES!


Consuelo Carvalho de Araújo - Pedagoga especialista em educação
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