POR QUE EXISTEM AS ESCOLAS?

Em um mundo globalizado em que as informações transitam com a velocidade do pensamento, ainda resta espaço para uma entidade que informa alunos? Não seria a escola uma lembrança que resiste, sem perceber, à passagem de seu tempo? Por que existem professores? Não seriam eles defensores de uma profissão falida? Informadores de coisas em uma sociedade em que a televisão a cabo, a mídia e a Internet também informam e banalizam as notícias? Os professores de hoje não são, afinal de contas, como os tocadores de realejo, os alquimistas ou as cerzideiras, que a tecnologia extinguiu?
A resposta é, ao mesmo tempo, sim e não. Sim, para os professores que informa, noticia, divulga, expões, discursa. Não, é claro, para os professores que organizam as notícias, estruturam os conhecimentos, despertam as inteligências, acordam os diferentes tipos de memórias do aluno, ensinando-o a pensar e a aprender. Sim, como direta conseqüência, para as escolas que prestigiam o primeiro dos tipos de professor e, quase imperceptivelmente, se insinuam como agências repetidoras de saberes, muitas vezes superados. Escolas existem, infelizmente não poucas, onde as Ciências ainda não chegaram a Mendel, se é que já descobriram Darwin, e sua matemática antecede a Einstein. Não, para as outras que souberam responder ao apelo dos tempos de agora, transformando-se de agência de informação em centro estimulador de inteligências, e que fazem dos objetivos expressos em seu planejamento pedagógico um seguro caminho que justifica a existência do tempo passado pelo aluno distante da televisão. Tanto aqui quanto em qualquer parte do mundo.
Mas quais seriam esses objetivos? Como transformá-los, enfim, em realidade?
As escolas existem e não podem deixar de existir por três finalidades básicas e outras três funções distintas. A primeira finalidade é situar-se como um ambiente pródigo em socialização, onde crianças e adolescentes aprendem a viver em comunidade, a descobrir-se ao descobrir o outro e a explorar, dentro e fora da sala de aula, todas as oportunidades para que evoluam em sua dimensão intrapessoal e em suas relações interpessoais.
A segunda finalidade é se insinuar como um ambiente que prepara o ser humano para o trabalho, desde a Educação Infantil até a última série do Ensino Médio. Não estamos aqui, é claro, falando apenas de escolas técnicas. Qualquer escola, em qualquer disciplina, deve disponibilizar seus recursos para mostrar ao aluno a essência do trabalho, a cooperatividade e a interdependência, que faz de cada ser humano um cidadão corporativo, com definidos papéis na construção do mundo. A terceira finalidade, esta, sim, pode ser a epistemológica, fazendo com que a escola ensine saberes, explore habilidades e organize pensamentos, mas o faça contextualizando o distante com o próximo, relacionando os temas da atualidade com o aqui e o agora do mundo onde se vive, mas principalmente, se convive. Se posturas atitudinais de alunos e desempenhos profissionais de mestres impedem o alcance desses fins, aí, sim, existe indisciplina e é necessário definir caminhos para solucionar esse problema.

A essas finalidades, acrescentam-se outras três funções imprescindíveis: mostrar a verdade, pelos desafios da ciência, ensinar a beleza e a ternura, pelos caminhos da arte, e construir fundamentos de bondade e de justiça, através da filosofia e, mais especificamente, da ética. (Celso Antunes)

A todos os pais e educandos que escolheram estar conosco até 2017, o nosso MUITO OBRIGADO! Foi muito bom compartilhar com vocês a missão de Bem Educar.
Aos pais e educandos novatos, e outros tantos que prosseguem conosco, as BOAS-VINDAS!
Que possamos iniciar o ano de 2018, ainda incorporando o Papai Noel. E, ao entrarmos pela “chaminé” de nós mesmos, encontrar ali, a certeza da opção que fizemos.
Uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE tira os sonhos do papel.

Atenciosamente,
Consuelo Carvalho


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