PARA ONDE CAMINHA A JUVENTUDE

O objetivo deste Editorial é divulgar a obra de Augusto Cury – Pais brilhantes – professores fascinantes da Ed. Sextante – um livro que certamente vai tocar o coração de pais e professores. Afinal pais e professores lutam pelo mesmo sonho – o de tornar seus filhos e alunos felizes, saudáveis e sábios. Mas, jamais estivemos tão perdidos na árdua tarefa de educar.

Segundo o autor “nossa geração quis dar o melhor para as crianças e os jovens: brinquedos, roupas, passeios, escola, uma TV individual e até computador no quarto. Outros encheram seus filhos de atividades como cursos de inglês, informática e etc…”

“A intenção foi boa, só que esses pais não sabem que as crianças precisam ter infância, que necessitam inventar, correr riscos, frustrar-se e se encantar com a vida. Não compreendem que a TV, os brinquedos manufaturados, a Internet e o excesso de atividades obstruem a infância de seus filhos.

Os filhos de hoje falam gírias e dominam pelo menos uma língua estrangeira moderna (em geral, o ing|ês). Mas não estão aprendendo a falar de si mesmos, têm medo de se expor, vivem represados em seu próprio mundo.“ “Pais e filhos vivem ilhados, raramente choram juntos e comentam sobre seus sonhos, mágoas, alegrias e frustrações.”

Em algumas escolas, a situação é caótica: desde muito pequenos, os alunos já se assombram com o fantasma do vestibular; o que importa é o conteúdo escolar, quanto mais melhor! Nossos jovens e crianças se escondem atrás dos livros, das apostilhas e dos computadores. Aliás, falando nisso, faça uma experiência: empilhe os livros ou apostilas de seu filho. Observe concreta e atentamente o amontoado de páginas. Então reflita: você será capaz de “aprender” tudo isto em apenas um ano? É. Nossas crianças e jovens estão “aprendendo” a resolver problemas matemáticos, “mas não sabem resolver conflitos existenciais. São treinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, não têm conta exata”.

“Bons pais estão confusos e gerando filhos com conflitos. Existe, no entanto, uma grande esperança. Atualmente não basta ser bom, pois a cada crise da educação impõe que procuremos e excelência. Um hábito que deveríamos cultivar, é o de não estimular o consumismo, uma vez que o mesmo pode esmagar a estabilidade emocional, gerar tensão e prazeres superficiais. Os pais que vivem em função de dar presentes para seus filhos são lembrados por um momento. Os que se ocupam em dar a sua história aos filhos se tornam inesquecíveis. Muitos filhos reconhecem o valor de seus pais, mas não o suficiente para admirá-los, respeitá-los, tê-los como mestres da vida.

Lembrem-se: “bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade”.

Leiam o livro! Tenho certeza, ele será de grande valia na tarefa de bem educar.

 

Consuelo Carvalho de Araújo – Pedagoga especialista em educação
Ao divulgar, seja gentil. Cite o autor e a fonte. A cultura agradece!

 


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