DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Você sabe por que o dia 8 de março foi escolhido para homenagear a mulher? A causa é a seguinte:1857 – Operárias têxteis de uma fábrica em Nova Iorque entram em greve. Reivindicam redução da carga horária de trabalho. E, pasmem-se! Desejavam trabalhar “apenas” 10 horas por dia, no lugar das 16 horas que sempre cumpriram. Além disso, os salários eram 1/3 dos salários dos homens. Essas corajosas mulheres foram fechadas na fábrica, onde aconteceu um incêndio. Cento e trinta mulheres morreram queimadas. Somente em 1910, numa conferência internacional de mulheres, realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de março como “Dia Internacional da Mulher”. Com a celebração deste dia, pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher nas sociedades.

É um dia para revermos preconceitos e limitações, que ainda são impostos à mulher. Parabéns a todas as mulheres do Cresça, de Brasília, do Brasil e do Mundo! Para vocês se distraírem, achei o artigo que segue, em um jornal de Ubatuba – SP. Leiam. Penso que será alvo de boas risadas. Com carinho, Consuelo.

 

Desabafo de uma mulher rebelde…

São 7h. O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.

Estou TÃO acabada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando até. Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro para funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher, por que ela fez isso conosco, que nascemos depois dela. Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós! Elas passavam o dia a bordar, a trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando crianças, freqüentando saraus… A vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária. Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã, tampouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes sobre “vamos conquistar o nosso espaço”. Que espaço, minha filha? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo a seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir e se exibir para os amigos…., que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz. Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim! E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Benard do vôlei – e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard e, se duvidar, nem vôlei.

Por quê, me digam, por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o “macharedo”? Olha o tamanho do bíceps deles e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não dia dar certo. Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, que sapatos, acessórios, que perfume combina com o meu humor, nem de ter que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas. Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações. Viramos supermulheres, continuamos a ganhar menos do que eles.

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

Chega! Eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela – ai meu Deus, 7h30, tenho que levantar!, – e tem mais, que chegue do trabalho, sente no sofá, coloque os pés para cima e diga: “meu bem, me traz uma doze de whisky, por favor?”, descobri que nasci para servir. ?Vocês pensam que eu estou ironizando? Estou falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna. Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?

Autor anônimo

 

Consuelo Carvalho de Araújo – Pedagoga especialista em educação
Ao divulgar, seja gentil. Cite o autor e a fonte. A cultura agradece!

 


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